Era uma vez uma Cigarra e uma Formiga

A Cigarra conseguiu investir em um negócio novo que trouxe um retorno imediato. Da noite pro dia ela conseguiu comprar carro importado, casa na praia e começou a fazer um tremendo sucesso na sociedade cigarrense.
Passava os dias na vida boa, tocando seu violão entre os amigos e, apesar de ser muito desafinada, ninguém tinha coragem de não aplaudir a rica Cigarra.
Já a Formiga, trabalhadora como só ela, investiu em um outro negócio, que não trazia todos os resultados esperados de imediato. Mas ela era esperta e competente, além de ter um poderoso faro para os negócios.
Então ela começou a investir em comunicação e marketing. Começou no seu estilo cauteloso. Deu um trato em sua marca, arrumou seu website, preparou ações estratégicas que não precisavam de um alto investimento e foi conquistando sua clientela.
Já a Cigarra não queria saber de nada disso. Como estava no topo, não via sentido em investir em outra coisa que não fosse maquinários, pessoal e nos móveis de seu luxuoso escritório. Conquistar os clientes pra quê, se eram eles que precisavam dela?
Mas a Formiga foi se fortalecendo, conquistando o coração e a mente de seus consumidores, colocando sua marca em pontos estratégicos do mercado, fazendo seu nome ser lembrado espontaneamente toda vez que alguém precisava dos serviços que ela oferecia.
Então o inverno chegou. O mercado recuou. Empresas quebraram. E a coitada da Cigarra viu seu faturamento despencar.
Lucro já não existia. Sua folha de pagamento e despesas operacionais haviam tornado-se monstruosas e isso foi acabando com seu fluxo de caixa até consumir suas reservas e economias.
Já a Formiga foi uma das poucas que sobreviveram ao mau tempo. Viu concorrente por concorrente falir, mas como era a marca mais lembrada, seus negócios não foram afetados. Já que os poucos que compravam, compravam justamente dela.
Hoje a Formiga, com o novo aquecimento da economia, está se preparando para lançar sua marca globalmente através daquele website que ela se preocupou em tratar profissionalmente desde o começo.
Já a Cigarra vendeu seu carro importado, sua casa na praia e por fim o próprio negócio. Agora ela vende artesanato e toca violão em algum luau em Ubatuba, já que o povo por lá não presta mesmo atenção na música.



(Autor Desconhecido)

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