Da Musa à Dor

Como eu disse, o poeta a musa cria. 
Logo, porém, a dor se faz presente, 
toma o lugar da amante sempre ausente, 
engano a transtorná-lo todo dia. 

Garanto, não seriam diferentes 
estes versos vertidos doutro esteta, 
diante de musa estranha, anacoreta, 
que é metade ilusão, metade gente! 

O verso é produção de alma ferida, 
é canto lamentoso no abandono, 
declaração à amada que partiu! 

Pois a musa é o fantasma que dá vida 
aos sonhos delirantes dos outonos 
de quem nunca viveu, só se iludiu!

(Autor Desconhecido)

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