NO AMOR, O MAIS-QUE-PERFEITO É VIVER

Poemas de pedra, de ferro, de aço,
tramando soluços, angústias e encargos,
nutridos na adaga, nos freios, no laço,
lavrados ao peso de esperas e embargos.

Saudades sem conta buscando o passado,
o vate se entrega ao versejo do sonho,
sabendo-se arquivo já morto e acabado
à luz dos desejos que o fazem tristonho.
Acorda, poeta, ao luzir do amanhã!
O ontem vai longe, sobejam lembranças,
fantasmas, vazios, silêncio e sofrer!

Desperta à beleza da vida mais sã,
aos versos tomados de canto e esperança,
pois, no amor, o mais-que-perfeito é viver!

(Do livro de poesias QUARENTA SONETOS SEM PECADOS – E-ditora Zen – Rio – 2007. LEIA!)

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