[Poema] Amores Virtuais

Estranhos, como não, nessa distância, 

trocando confidências, ais e juras, 
intimismo de pura rutilância, 
ao zelo de elogios com ternura! 

Sentidos luxuriosos, emoções, 
meiguice, amor, promessas repetidas 
nos sonhos madrigais, nas sensações 
castigando nossa alma sacudida! 

À apatia do tempo, tomo vinho, 
sob o amargo sombrio da saudade 
de quem sequer o rosto eu adivinho! 

Sobre a mesa, papel, caneta e a herdade 
composta pelos versos da verdade, 
declarando a ilusão dos meus caminhos! 

Do Livro QUARENTA SONETOS SEM PECADOS, Editora Zen – 2007

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