[Poema] Infinito

Às vezes, sou meu lobo, instinto forte, 
matéria de ascendência primitiva 
que me traz preso à rédea restritiva, 
a energizar meu pulso e minha sorte. 

Não raro, sinto à volta a espúria morte, 
pomposa, projetando a estimativa 
da existência banal e rotativa, 
no suceder das horas do meu norte. 

Porém, repito, sou meu lobo às vezes, 
rompendo as grades férreas das sanções, 
sob os instintos de aço e de granito! 

Aviso à foice não temer reveses! 
Aviso à vida não temer senões! 
Em breve, rumarei ao infinito!

(Autor Desconhecido)

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