[Entrevista] Autora Viviane L. Ribeiro

Hoje trago para vocês a entrevista que fiz com a autora do livro Coração Artificial, Viviane L. Ribeiro. Agradeço a ela por ter se disponibilizado a responder a entrevista! Muito Obrigada!!!


Suka: Fale um pouco sobre você: 
Viviane: Tenho 26 anos, sou casada por sete anos, sem filhos, pelos menos por enquanto. Eu amo astronomia, eu amo vestidos, eu amo música, eu amo animais. Sou preguiçosa ao ponto de não sair de casa pra nada quando estou de folga do serviço, e eu tenho um sério problema em me socializar com as pessoas, e sou uma pessoa diferente dependendo do tipo de pessoa que estou conversando. Eu não converso muito bem, tenho uma pequenininha falha de comunicação, diferente da facilidade com que escrevo. Ficção científica são meus gêneros de filmes preferidos – e talvez um dia eu venha a escrever algo como isso. Tenho uma lista de sonhos e já consegui com que o primeiro acontecesse. Já fui muito tímida ao ponto de deixar escapar oportunidades, e já fui muito modesta ao ponto de parecer boba aos olhos das pessoas, mas estou aprendendo a lidar com isso. E aprendi algo muito importante esses dias; que a vida definitivamente imita a arte e que livros realmente transformam as pessoas.

Suka: Você sempre quis ser escritora?
Viviane: Não, nunca. Eu sempre tive imaginação demais, e aconteceu que eu acumulava histórias na minha cabeça, e só comecei a escrever esse livro porque acreditei nessa história em especial e senti que ela precisava ser passada para o papel. Mas ser escritor é ser ouvido, e inconscientemente eu sempre quis isso. Então posso dizer que só agora descobri que nasci para ser escritor. 

Suka: Como surgiu a ideia de escrever o livro Coração Artificial? 
Viviane: Foi a partir do filme Inteligência Artificial, por isso o “artificial”. rs. Mas uma história não tem nada a ver com a outra, não é? Como você leu o livro, você pode dizer. Por isso posso afirmar que ideias surgem a partir do nada. 

Suka: Já escreveu outros livros ou pretende escrever? 
Viviane: Sim, estou escrevendo um agora, e estou estranhando porque esse está sendo infinitamente mais fácil que Coração Artificial. E depois desse já tenho outro na fila, que foi a avó do meu marido que pediu para escrever um livro baseado na história dela e do avô – que posso afirmar ser fofo demais ao ponto de parecer fictício. 

Suka: Quanto tempo levou para escrever o livro Coração Artificial? 
Viviane: 3 anos! Muito tempo. Não foi por falta de planejamento, essas coisas. Durante esse tempo eu não parava de mexer no livro – todos os dias durante todos os finais de semanas por todos os meses. Como eu disse, foi muito difícil escrever esse livro. 

Suka: Quem te apoiou na sua ideia (editora, família, amigos)? 
Viviane: Ninguém. Sério. Para você ter uma ideia, minha família só foi descobrir que escrevi um livro quando ele tinha sido impresso pela primeira vez, uma amostra que eu fiz em uma gráfica. Antes de Coração Artificial eu tinha escrito outro livro – mas esse era muito ruim que nunca outra pessoa além de mim vai vê-lo –, e só quando comecei Coração Artificial que meu marido foi descobrir que eu estava escrevendo um livro. Minha família e meus amigos vêm de uma cultura totalmente diferente, uma prova disso é que nenhum deles foram ao lançamento do livro. Ninguém nunca na minha família tinha escrito um livro antes e eles não souberam lidar com isso e, no fundo, não acreditavam – pelo menos posso afirmar pelo meu marido, que até pouco tempo também não acreditava. A única motivação que eu tinha era que queria que meus pais sentissem orgulho de mim, independente se eles também faziam parte dos que não acreditavam. 

Suka: Fale um pouquinho sobre seu livro. 
Viviane: Eu costumo dizer que apesar de o livro entregar uma sinopse enigmática e um enredo ficção científica, ele fala especialmente de sonhos, sobre um jovem que está perdido quando a saída parece óbvia, e sobre em como as pessoas por mais que afirmem aceitar o diferente não estarem preparadas para isso. 

Suka: Se quiser escrever mais alguma coisa que acredita ser interessante fique a vontade. 
Viviane: Não, as perguntas foram ótimas e eu pude dizer tudo o que queria falar. Só queria agradecer a entrevista. Mais uma vez, adoro entrevistas; é uma oportunidade de falar sobre mim e sobre meu livro sem sentir vergonha – como eu disse, sou um pouco tímida. rs. Obrigada, Suelane!

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