[Lançamentos] Março - Catálogo Literário Record

Soledade, menina sertaneja, retirante da seca, chega ao engenho de Dagoberto, pai de Lúcio, acompanhada de vários retirantes: Valentim, seu pai, Pirunga, seu irmão de criação, e outros que fugiam da seca. Lúcio e Soledade acabam se apaixonando. Mas a relação entre os dois ganha ares dramáticos quando Dagoberto violenta Soledade e faz dela sua amante. A tragédia de amor serve, puramente como pretexto para denunciar os problemas sociais econômicos do Nordeste, os dramas dos retirantes das secas e da exploração do homem em um injusto sistema social. A edição acompanha glossário composto pelo próprio autor e Ivan Cavalcanti Proença e introdução de M. Cavalcanti Proença. José Américo de Almeida foi eleito em 1966 para a Academia Brasileira de Letras.


Astuta, destemida e engenhosa, Dewi levanta-se do túmulo após 21 anos para contar a própria história e desvendar alguns mistérios. Mas talvez a principal razão para o forte desejo de voltar à vida seja visitar sua quarta filha, a quem ela deu à luz antes de morrer. Seu nome é Beleza, mas foi abençoada com a feiura que Dewi tanto desejou para afastar a família da maldição da beleza. Ao contar essa história, Eka Kurniawan, o aclamado escritor indonésio, faz uma crítica mordaz ao passado conturbado da sua jovem nação: a ganância do colonialismo; a luta caótica para a independência; a ocupação japonesa; o assassinato de um milhão de “comunistas” em 1965, seguido por três décadas de governo despótico de Suharto. Eka Kurniawan escreve romances, contos, roteiros de cinema e ensaios. Suas obras já foram traduzidas para 24 idiomas e seu romance A beleza é uma ferida esteve na lista dos 100 mais lidos do New York Times. Kurniawan foi o primeiro escritor indonésio a concorrer ao Man Booker International Prize.


A obra que pensa o nacionalismo e suas intrincadas relações com os Estados. Articulistas acreditam que o governo de Donald Trump inaugura nova era do nacionalismo. Nacionalismo em ascenção é um movimento mundial: governos de Vladimir Putin, na Rússia, Xi Jinping, na China, entre outros líderes, incluindo o primeiroministro de Israel Benjamin Netanyahu. 2017 é um ano de efemérides para Israel e Palestina, conflito de base nacionalista: 100 anos da Declaração de Balfour, 70 anos do plano da ONU de partilha da Palestina, 50 anos da ocupação da Faixa de Gaza por Israel, 30 anos da Primeira Intifada e 10 anos da divisão palestina e do bloqueio a Gaza No Brasil, o discurso nacionalista tem se elevado desde as manifestações a favor do impeachment de Dilma Rousseff Flávio Limoncic e Francisco Carlos Palomanes Martinho organizaram A grande depressão e Os intelectuais do antiliberalismo, publicados pela Civilização Brasileira


Tendo se tornado um ditador, Stalin empregava o terror como método de governo, justificando-o como maneira de preservar a revolução dos ataques de seus inimigos internos e externos. Ao mesmo tempo, fomentava um culto à liderança que o transformou em uma espécie de deus, a inspirar ativistas e simpatizantes ao redor do mundo. Com base em numerosos documentos originais russos e outras fontes do Leste Europeu, além de muitos outros documentos alemães, americanos e ingleses, o historiador Robert Gellately delineia as origens da crescente influência internacional do tirano, que se inicia nos primeiros dias da Segunda Guerra Mundial e permanece mesmo após sua morte, em 1953. Robert Gellately é professor de História da Cátedra Earl Ray Beck na Universidade Estadual da Flórida. Seus livros foram traduzidos para mais de vinte idiomas e incluem os aclamados Lenin, Stalin e Hitler: a era da catástrofe social e Apoiando Hitler: consentimento e coerção na Alemanha nazista, ambos publicados pela Editora Record.


Baladas proibidas conta a história real de um jovem do interior de São Paulo que descobriu o universo das raves e das drogas sintéticas, virou traficante e se tornou o Rei do Ecstasy. Em uma vida que desafia a passagem do tempo, dia e noite deixam de ser referências, o prazer parece não conhecer limites e tudo é muito rápido, alucinante e superlativo – drogas, álcool, festas, sexo, carrões e iates em meio a mortes, prisões e extorsões. Neste livro, o comércio de substâncias proibidas não é aquele que interrompe a tiros a paz ilusória de nossas cidades ou que nos choca, à distância, pelos jornais e pela TV. Gabriel Godoy, o protagonista que relata sua história ao jornalista e escritor Bolívar Torres, poderia ser nosso filho, ou um primo ou sobrinho nosso, morador do subúrbio ou do interior. Depois de cumprir pena e largar o tráfico, Gabriel Godoy hoje é palestrante e empresário. Bolívar Torres é jornalista e escritor, autor do romance Não muito (7Letras, 2013).


O personagem título é um jovem amanuense judicial que, cansado do trabalho burocrático, decide adotar o “não” como lema e o “nada” como estilo de vida. Publicada originalmente, de forma anônima, numa revista em 1853, Bartleby, o escrivão é uma daquelas obras que deixa os leitores confusos quando chegam ao final: não há uma resposta e sim questionamentos sobre quem seria esse personagem tão peculiar. A narrativa de Melville – um dos percursores do absurdo na literatura – é tão curta quanto rica e múltipla; leitura para se perder em interpretações. Nova capa e novo projeto gráfico para este clássico da literatura. Apresentação de Jorge Luis Borges;



Uma tragédia familiar pouco antes da Segunda Guerra Mundial marca a vida da pequena Charlotte, que já dava indícios da realizada artista que viria a se tornar. Obcecada pela arte e pela vida, a jovem, progressivamente excluída de todas as esferas sociais alemãs com a ascensão do nazismo, teve que abandonar tudo para se refugiar na França. Exilada, ela inicia uma obra pictural autobiográfica de uma modernidade fascinante. Esse romance assombroso e redentor, pautado na vida da trágica figura real que lhe serve de protagonista, é o relato de uma busca. Da busca de um escritor obcecado por uma artista. Com mais de 500 mil exemplares vendidos na França, Charlotte é considerado a consagração literária de David Foenkinos, rendendo ao autor os prêmios Renaudot, Goncourt des Lycéens e Globe de Cristal em 2014. Foenkinos é autor de A delicadeza do amor, comédia romântica adaptada para o cinema em 2011.



O assunto de Ferrugem é a paisagem humana, os grandes dramas corriqueiros, a vida que passa. Desfilam por aqui personagens ímpares, insuspeitas, inesquecíveis, ainda que aparentemente comuns: a moça soropositiva, caixa de supermercado, que reencontra o antigo namorado; a cobradora de ônibus que dá conselhos amorosos a um passageiro; o cantor de boate que imita Roberto Carlos. O valor literário dos contos de Marcelo Moutinho não está em tramas surpreendentes ou inusitadas, mas na alta-voltagem poética que a voz do narrador consegue extrair de situações vulgares. Marcelo Moutinho é autor de Memória dos barcos (2001), Somos todos iguais nesta noite (2006), A palavra ausente (2011) e Na dobra do dia (2015), e do infantil A menina que perdeu as cores (2013). Seus contos foram publicados na França, Alemanha, Estados Unidos e Argentina, entre outros países.



Organizado pelo crítico literário, acadêmico e escritor Benjamin Abdala Júnior, este livro reúne doze ensaios sobre as tensões na escrita de Graciliano Ramos propiciadas pela linguagem artística do escritor. Os autores pertencem ao grupo de pesquisa USP/CNPq “Estudos comparados: Graciliano Ramos – Pontes literárias, socioculturais e com outras artes”, e o repertório literário crítico aqui presente estabelece pontes com outros campos artísticos, como o do cinema e das artes plásticas, além de outras áreas do conhecimento, como a sociologia e a política. Benjamin Abdala Júnior (org.) é crítico literário, acadêmico e escritor


Em Ilusões, Richard nos transporta na cabine de um biplano até um lugar onde conhece Donald Shimoda, ex-mecânico que faz as ferramentas voarem, a imaginação do autor viajar e os leitores viverem uma vida muito mais feliz e completa. Bach, sintetizou nas aventuras da mais famosa das gaivotas os sentimentos, as ambições, e os objetivos de toda uma geração, reflete sobre a condição humana, sobre seus anseios e mistérios em uma história inesquecível.


Richard Holmes narra aqui pela primeira vez como foi que, daqueles confins apertados, o grande estadista transformou uma provável derrota para os nazistas em retumbante vitória britânica. Adaptadas, em 1938, em refúgio temporário para o caso de bombardeios, estas salas secretas no coração de Londres viraram uma segunda casa para o primeiro-ministro e para um grande número de militares e civis. Os habitantes do Centro de Operações trabalharam 24 horas por dia em completo segredo, gradualmente levando a Grã- Bretanha à vitória. Richard Holmes (1946-2011) foi um dos mais importantes historiadores militares da Inglaterra. Serviu na Reserva do Exército Britânico de 1964 a 2000 e foi professor de Estudos Militares e de Segurança na Universidade Cranfield e na Academia de Defesa do Reino Unido. Holmes apresentou sete séries na BBC, escreveu mais de vinte livros e foi presidente da Comissão Britânica pela História Militar.



Alfred Rosenberg foi uma figura importante no círculo íntimo de Adolf Hitler: sua obra sobre a filosofia racista se tornou um best-seller nacional e um dos pilares da ideologia nazista. Declarado culpado e executado durante os julgamentos de Nuremberg, Rosenberg mantinha um diário, peça-chave para desvendar a mente por trás de tantos crimes, que desapareceu de forma misteriosa e percorreu o mundo até ser encontrado, depois de uma busca de dez anos, pelo agente do FBI Robert K. Wittman. Robert K. Wittman fundou a Equipe de Crimes contra a Arte do FBI e foi expert da agência para crimes de propriedades culturais. É autor do best-seller Infiltrado: a história real de um agente do FBI à caça de obras de arte roubadas e presidente da Robert Wittman Inc., especializada em proteção e recuperação de obras de arte. David Kinney é vencedor do Prêmio Pulitzer, repórter, e escreve para inúmeras publicações, inclusive o New York Times.


Em O fim das ilusões, Richard Bach narra o diálogo que travou com os personagens mais famosos de seus livros nos meses em que ficou em coma após um acidente aéreo gravíssimo. Durante essa experiência de quasemorte no hospital, enquanto suas criações literárias o ajudavam a curar seu corpo, sua mente e sua alma, ele teve um reencontro com o Messias, que o guiou no caminho da libertação do mundo das ilusões. 


Um romance emocionante e uma fábula política e ideológica marcante sob o ponto de vista de uma criança. William Sutcliffe é autor de seis livros, entre eles o best-seller internacional Eu, minha (quase) namorada e o guru dela e O que te faça feliz, ambos publicados pela Editora Record. Seus livros foram traduzidos para mais de vinte idiomas. Uma fábula política marcante que evoca a realidade da Cisjordânia sob o ponto de vista de uma criança que, em meio aos colonizadores, descobre, da forma mais difícil, que toda história tem dois lados. Considerado por muitos formadores de opinião um livro jovem adulto, O muro foi publicado no Reino Unido com duas capas, uma para os jovens e outra visando o público adulto. “Ousado e marcante, um livro que fará você reavaliar suas opiniões sobre Israel e Palestina.” - A. D. Miller, autor de Um corpo na neve.


A escola chegou ao fim, e o verão se abre à frente de Federico, tal como Palermo, sua deslumbrante e misteriosa cidade. Enquanto se prepara para estudar em Oxford, o garoto de 17 anos encontra 3P, o professor de religião, padre Pino Puglisi. Ele não se ofende, sorri. 3P o convida a ajudá-lo com as crianças do seu bairro antes que ele viaje. Quando Federico atravessa a passagem de nível que separa Brancaccio do restante da cidade, ainda não sabe que nesse exato instante começa sua nova vida, a verdadeira. À noite, volta para casa sem bicicleta, com os lábios arrebentados e a sensação de ter descoberto uma realidade totalmente estranha, mas que lhe concerne de perto. É o emaranhado de ruelas controladas pela Cosa Nostra. Seu romance de estreia, Branca como o leite, vermelha como o sangue (2011) inspirou o filme homônimo, realizado dois anos mais tarde. É também autor de Coisas que ninguém sabe, publicado pela Bertrand Brasil em 2013.


Em um ensolarado domingo de setembro de 2014, Nelson Irineu Golla, 74 anos, atendendo à súplica da esposa, Neusa, 72, abraça-se a ela com uma bomba de fabricação caseira junto ao peito e acende o pavio. Embora pareça um romance, O último abraço é uma grande reportagem, cujo leitmotiv é o desejo dos protagonistas de morrer. Ela, depois de dois AVCs, definha numa clínica para idosos; ele, inválido de um braço, não suporta mais vê-la implorando com os olhos para que a matem. O caso, que ficara conhecido na Justiça como “um Romeu e Julieta da terceira idade”, é aqui reconstituído por Vitor Hugo Brandalise nos mínimos detalhes. Vitor Hugo Brandalise é jornalista, mestre em Comunicação pela Universidade de La Coruña e trabalhou como repórter no caderno Aliás e na editoria Metrópole de O Estado de S. Paulo, além de editor da revista internacional GQ. É vencedor de oito prêmios nacionais e internacionais de reportagem, entre eles o Petrobras de Jornalismo 2013 e o Vladimir Herzog 2016.


Os excluídos da história analisa três grupos sociais periféricos – operários, mulheres e prisioneiros –, na França do século XIX. Leitura essencial, ilumina não apenas a maneira como o poder se desdobra de modo pragmático e simbólico, mas também a beleza da resistência e da rebeldia de indivíduos e grupos marginais. O livro é composto por artigos selecionados pela professora Maria Stella Martins Bresciani, que também assina a introdução e a orelha. Livro que apresentou a obra de Michelle Perrot ao Brasil retorna após anos esgotado, com novo projeto de capa Michelle Perrot é uma das historiadoras pioneiras, no que diz respeito ao estudo das mulheres na Europa

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6 comentários:

  1. A beleza é uma ferida Qro muito esse livro

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  2. Eu gostei muito das dicas vou adicionar uns livros desses na minha lista de compras

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  3. São títulos incríveis!!! Estou ansiosa para receber os solicitados :D

    Um beijão, Carol
    Blog com V.

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  4. Alguns livros são riquíssimos, né? Não posso falar de todos, mas me interessei por muitos. A segunda capa é maravilhosa! Me apaixonei por ela.

    Eliziane Dias

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  5. Capas lindas! Quero "Diário do Diabo", amo livros que envolvem história.

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