[Resenha] O Construtor de Pontes


Livro: O Construtor de Pontes
Autora: Markus Zusak
Páginas: 527
Ano: 2018
Comprar: Físico



Opinião: O construtor de pontes é dividido em 9 partes, de início somos levados ao que seria o fim da história, onde Matthew resolve ir em busca de uma velha máquina de escrever de seu pai e começará a escrever sobre um dos seus irmãos, Clay.

"Há quem diga que não nos cabe tomar decisões. Talvez seja verdade. Achamos que estamos no controle, mas não estamos."

Então, retornaremos ao passado de sua mãe Penélope, que foi enviada pelo seu pai para fora do seu país, para que ela pudesse ter uma vida melhor. Retornaremos também ao passado de Michael Dunbar, que ele trata na história como assassino. 
E, quando esses passados se cruzam, surge a família Dumbar, composta por mais 5 garotos - Matthew, Rory, Tommy, Clay e Henry -, conheceremos a personalidade de cada e como eles conseguiram lidar com as perdas impostas pela vida, porém teremos como foco a vida do Clay, nosso construtor de pontes - que construiu tanto pontes reais quanto pontes emocionais -, sua ligação com a família, seu jeito calado e observador.

"No fim, é só mais uma história. Sobre o amor entre garotos e irmãos."

É a primeira vez que tenho contato com o autor, pois ainda não li o seu mais famoso livro "a menina que roubava livros", que todos afirmam ser maravilhoso. Mas pelo que puder perceber, o autor gosta de brincar com a escrita entre o passado e o presente, o interessante é que não é uma ogada entre capítuos, quando você menos espera o momento é outro.
A leitura desse livro é intensa, se você lê-lo analisando as entrelinhas encontrar uma bela história de superação e escolhas.
Recheado de diálogos, é um livro que não se deve desistir da leitura, mesmo que no início pareça confuso e entediante. Continue sua leitura pois, mais à frente ele te fará refletir sobre a família, sobre dramas familiares. Como disse anteriormente, é uma bela história.


Sinopse: Cinco irmãos perdem a mãe e são abandonados pelo pai. Crescem juntos, cuidando uns dos outros, numa casa bagunçada no subúrbio de Sydney. Um deles narra a história de O construtor de pontes, novo romance do escritor australiano Markus Zusak.Refugiada da Europa Oriental, Penélope Lesciuszko conhece Michael Dunbar, que, assim como ela, tem suas obsessões artísticas, e juntos eles têm cinco filhos: Matthew, Rory, Henry, Clayton e Thomas - os quais o leitor encontra, logo de cara, mergulhados numa atmosfera de caos e anarquia. "Falávamos palavrões que nem condenados, brigávamos feito cão e gato e travávamos batalhas épicas na sinuca ou pingue-pongue, nos dardos, no futebol, no baralho. Nossa TV estava cumprindo prisão perpétua. Nosso sofá pegou anos", desabafa Matthew.
Cada irmão Dunbar tem uma particularidade: Matthew é o cara durão que toma conta de tudo; Rory é o mais bruto, tido pelos outros como invencível, "um rolo compressor humano"; Henry é fascinado por garimpar objetos em vendas de garagem e por ver filmes em casa; Clay, o protagonista, é o mais enigmático, sempre se preparando fisicamente para uma tarefa que parece não chegar nunca; e o mais novo, Tommy, tem o hábito de levar para casa os mais improváveis animais de estimação.
O romance ganha fôlego logo no início, quando Michael retorna à casa dos filhos, como o Odisseu do poema grego. A essa altura, os filhos o renegam, e só um deles, Clay, se dispõe a ajudar o pai numa tarefa para a qual ele convocara a todos: construir uma ponte para atravessar um rio. Para isso, busca inspiração em Michelangelo e uma de suas obras mais instigantes. O construtor de pontes é uma história de amor entre irmãos, uma história de tempo entre pai e filhos, uma história de busca de identidade e de muita saudade, construída sobre os pilares firmes da imaginação de Markus Zusak.

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