[Poema] Últimos Avisos

Na arquibancada - circo de quimeras - 

Agora sofro as dores da lembrança, 
passeando na memória da criança, 
encanto de ditosas primaveras! 

Lâmina de aço afiada é a nostalgia, 
soberba sedutora dos sentidos, 
aformoseando o fado dos feridos 
aos auspícios vilões das noites frias! 

Sob o rito de sorte pressagiosa, 
alumbram-se cenários, brincadeiras; 
no picadeiro, danças, gritos, risos. 

Circo da vida, festa glamurosa, 
vigora ao megafone a voz cimeira, 
a proclamar os últimos avisos!

(Autor Desconhecido)

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